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Lula se posiciona sobre sentença em página oficial

Lula se posiciona sobre sentença em página oficial

"A condenação de Lula pelo Juiz Sérgio Moro em processo criminal, sem que na sentença tenha sido apontada a prática de qualquer crime, é manifestamente ilegal, não devendo prevalecer".

O grande temor é de que, além da primeira instância, haja uma condenação rápida na segunda instância, o que poderia enquadrar Lula na Lei da Ficha Limpa e inviabilizar uma eventual candidatura a presidente. Em julho do ano passado, a defesa do ex-presidente entregou ao Comitê de Direitos Humanos da entidade uma queixa formal contra o Estado brasileiro. No trecho da sentença logo após registrar essa citação, Moro acrescentou: "Aliando esse comportamento com o episódio de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva". De todo jeito, porém, a emblemática sentença, associada a outras envolvendo tantos figurões da República - alguns deles presos -, sinaliza que começa a ser possível acreditar na derrubada da crença de que o Brasil é o paraíso da impunidade.

Lula ainda pode se eleger a algum cargo político? Eu acho que o Moro deve prestar conta para a história, assim como eu devo prestar conta para a história.

Segundo os defensores, Moro cita por 18 vezes o depoimento de Pinheiro, que atribuiu os investimentos feitos pela OAS no tríplex do Guarujá (SP) a um acerto de corrupção.Para eles, isso é "desproporcional", levando em consideração a credibilidade do empresário, que negocia um acordo de delação premiada.

O juiz Sérgio Moro considerou que Lula da Silva recebeu o apartamento como vantagem indevida para favorecer os interesses da OAS junto do Governo brasileiro, e condenou o político a nove anos e seis meses de prisão.

Apesar do discurso oficial do PT de tentar vitimizar Lula e apresentá-lo como alvo de uma perseguição política, integrantes do partido admitem que esse argumento perde força à medida em que a Operação Lava Jato se volta para políticos governistas, como o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).